Carlos Coimbra da Luz

Carlos Coimbra da Luz (Três Corações, 4 de agosto de 1894 — Rio de Janeiro, 9 de fevereiro de 1961) foi um advogado, professor, jornalista e político brasileiro, presidente interino da República, de 8 a 11 de novembro de 1955, tendo, deste modo, tornado-se o presidente do Brasil que ocupou a cadeira presidencial por menos tempo: apenas 3 dias.

Filho do desembargador Alberto Gomes Ribeiro da Luz e de Augusta Cesarina de Assis Coimbra da Luz, era neto materno de Cesário Cecílio de Assis Coimbra, um dos fundadores e primeiro Prefeito (1881 a 1883), da cidade mineira de Muzambinho e sobrinho neto paterno do senador e conselheiro do Império Joaquim Delfino Ribeiro da Luz.

Foi formado em Direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais em 1915. Foi delegado de polícia e prefeito de Leopoldina, onde também lecionou na Escola de Farmácia do Ginásio Leopoldinense. Morou por largo tempo em Leopoldina, onde possuía muitos bens, por isso ela sempre foi considerada sua cidade natal. Pelo Partido Progressista, foi também deputado federal na constituinte em 1934 e, com o fechamento do Congresso Nacional, foi presidente da Caixa Econômica Federal, entre 1939 e 1945.

Depois do Estado Novo filiou-se ao PSD. Foi ministro da Justiça no governo de Eurico Gaspar Dutra. Elegeu-se deputado federal em 1947, mesmo ano em que assumiu a presidência do Banco Ribeiro Junqueira.

Assumiu a presidência da república por ser presidente da Câmara dos Deputados, em função do afastamento, por motivos de saúde, do presidente Café Filho (vice-presidente de Getúlio Vargas, que cometera suicídio no ano anterior).

Carlos Luz foi afastado desta função por um movimento militar denominado Movimento de 11 de Novembro, liderado pelo general Henrique Lott.

Com o apoio do PSD, foi declarado o impeachment de Carlos Luz no Congresso Nacional, sob acusação de conspiração para não entregar o poder ao presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Carlos Luz estava a bordo do Cruzador Tamandaré para evitar qualquer represália em terra e seguir para Santos, onde seria feita a resistência. O navio foi alvo de disparos pela artilharia do exército, porém não revidou, devido a solicitação de Carlos Luz.

Na ocasião, o Cruzador Tamandaré era o navio mais bem equipado da Marinha do Brasil e caso revidasse teria provocado grande número de baixas.

A presidência foi, assim, entregue ao 1º Vice-presidente do Senado Federal, Nereu Ramos.

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki

 

 

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